31 March 2014

La parisienne/Frenchism &other stories

My big crush on the french style, La Parisienne, the french cinema, the city of Paris and all, it's already public and well known.
But, who else, better than a (bunch of) true french, could describe it? I found Garance Doré posts about Frenchism, Things Parisians Do and La Parisienne génial!
If you want to have a little fun too, go and have a look.

I'd just share some of the passages I've found interesting:

"We’ve talked about the Parisian style over and over, but the thing that has made the strongest impression on me is actually the Parisian state of mind. One doesn’t go without the other, after all.
The Parisian “esprit” is a sort of bourgeoise insolence, an unapologetic frankness, sometimes to the point of being slightly provocative. It’s a self-deprecating sense of humor that comes from being deeply confident in yourself and in your class."

*
"[...] I’d sum up her style as carefully curated to look absolutely effortless!"

*
“I feel like the myth of “The Parisian” comes from the fact that France is pretty old school in a lot of ways.
[I totally agree and wonder if the whole fashion legacy here is some of the reason. Paris is home to some of the most important fashion houses that have defined chic for decades. Which can be pretty intimidating…]
In London and Berlin, you can try anything, from blue hair to a tattoo on your arm, mix sneakers and formal dresses. But in Paris, you take the time you need to make a new trend yours and you keep the things that work well on you, well-cut basics that work for sure.
Maybe this is where the myth of the “simple and chic Parisienne” comes from?”

*
“The French don’t follow fashion blindly. I mean, really, because the French think they are the ones making the trends! She doesn’t follow trends, she just allows a few in her life.
She’ll never show up at a party looking like a Christmas tree. She chucked her ballet slippers for some pumps, but kept her jeans on. Actually, she only stopped by the party because she had a little bit of free time.”

*
“She’s natural and sophisticated at the same time. It means, for example, shiny hair but never blown out. Red lipstick, but very little make up. Very natural hair color too. Even if there is a color, you shouldn’t see she had one done.
She is the definition of studied effortlessness. Everything is super thought about, but she looks like she just woke up in the morning exactly the way she appears in front of you.”




Illustrations: Garance Doré

27 March 2014

Pretty Women - walking down the street!

Mais uma vez (ver mais aqui), acho este texto escrito pela Irina uma arma poderosa na descrição da Mulher. Pensei em partilhá-lo com fotos ilustrativas das mulheres que me vieram LOGO à mente quando penso em mulheres inspiradoras, mas acho que o texto é importante para todas nós, mulheres do século XXI, e deve funcionar por si só, servindo ele mesmo como inspiração sem figuras associadas.


Há mulheres e mulheres. Há as que param o trânsito, as que prendem olhares, as que viram cabeças.
As que se vestem para eles. As que se vestem para elas. Mas as Mulheres com “M” maiúsculo – aquelas sobre as quais se escrevem epopeias – são as que se vestem para elas próprias. As que andam para elas próprias. As que pintam os lábios para elas próprias. As que, quando saem de casa, não planeiam ser as mais bonitas da sala; mas são. As que, quando se penteiam, não pensam estar a criar uma tendência; mas estão. As que nem sequer tentam ter uma presença estonteante, mas têm. Há mulheres e mulheres.
E embora a arte de bem vestir possa ser a arma, a confiança é sempre a munição.

Irina Chitas

26 March 2014

Quote of the day


Only the best is good enough.

Fim-de-semana em família*


tenho de andar... tenho de andar...
tenho de arar os campos
tenho sonhos p'ra semear

tenho castelos p'ra levantar
e horizontes p'ra palmilhar
muito antes de a noite chegar

muito antes de a noite chegar

Fernanda Lemos







*Dedicado, entre outras coisas, à Poesia, como partilhei aqui.

24 March 2014

Cabo da Roca*


Eis aqui, quase cume da cabeça 
de Europa toda, o Reino Lusitano, 
onde a terra se acaba 
e o mar começa (...)

Luís de Camões, in Os Lusíadas







*Cabo da Roca (Cape Roca) is a cape which forms the westernmost extent of mainland Portugal and continental Europe.
I heard one can have an incredible sunset over here (and I bet that is incredibly true), so next time I'll make sure I'll go there with a more beautiful sunlight other than at 3pm...

The Cherry Blossom Girl

I'm a big fan of Alix photography and I recently loved these photos which I found a beautiful celebration of Spring!




21 March 2014

David Mourão-Ferreira e um quarto escuro

O dia é Mundial da Poesia.
Passei o dia a ler poesia, literalmente. Podia não ter acontecido, mas começou a baixar em mim o "travo amargo da melancolia" assim que li o primeiro poema hoje de manhã - "efeitos secundários da poesia", não é? Mas repito, podia não ter acontecido.
E chovia... No fim do dia, só queria sentar-me no chão do quarto e tudo escuro. Queria mais Poesia também, mas não queria luz para ler.
Foi assim que vi o documentário do David Mourão-Ferreira ("Duvidávida") e tive tudo o que queria: o chão, o quarto escuro, a Poesia e a chuva.

"Duvidávida", David Mourão-Ferreira

 

Entre o Sono e o Sonho vol. V

Há Poesia amanhã no Estoril! A apresentação do V volume da antologia de Poesia Contemporânea (1000 poemas) da Chiado Editora vai ser feita amanhã.
Um dos poemas é pois da minha mãe*! Lá estaremos.

*A minha mãe e a Poesia aqui e aqui.



ai funesta primavera quem me dera, quem nos dera ter morrido nesse dia

Amália Rodrigues - Primavera

 


Todo o amor que nos
prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver

Todo o amor que nos
prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

David Mourão-Ferreira

P, de Primavera e Poesia


Hoje sonhei que não era sonho.
Vi que as flores cresceram sem sol,
As árvores longas e fortes,
Mais fortes que o betão derramado,
Mais verdes, mais elas.

Hoje sonhei que nunca acordara.
Vi que o Mundo era só sonho,
Só meu,
Só nosso.
Os lençóis eram brancos,
E passava uma leve brisa nos meus cabelos,
Delicadamente os levantava,
Só para me veres Mulher.
Mais Eu,
Mais forte que as lembranças.
Menos sujo o caminho,
Menos massacrado o tormento.

Hoje sonhei que não havia mendigos.
Vi que os Homens se vestiam lavados,
Os dentes brancos, o sorriso mais branco ainda.
Cada um entrava na sua casa,
Pintada de fresco com a cor do céu.
E o pão que levavam à boca não era duro,
Não era seco.

Hoje sonhei que jogava à bola na rua.
Que caía no chão e me magoava nos joelhos.
Na fonte do jardim passava água fresca e a ferida estancava.
O sangue parava de jorrar,
E a dor que existia,
Era vontade de rir de ter tropeçado.

Hoje sonhei que os pássaros voavam para o rumo certo.
Destino sem desvios de poluído caminho.
Sem penas a caírem na viagem, nem corpos.
E a música que ouvia vinha dos céus,
Do seu cantar.

Hoje sonhei que corria tanto,
Tanto,
Que o cansaço não me conseguia apanhar.

Para sempre.

Sara da Costa Oliveira 
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