6 June 2016
Pastelaria
Hoje é dia de festa para mim e na semana passada, pelas mesmas razões, ofereci este poema a uma série de pessoas que me acompanharam.
Por essas razões e para mais tarde recordar (!), parece-me uma boa altura para o deixar aqui, o que, quase inexplicavelmente, nunca tinha acontecido, um dos meus preferidos há tanto tempo.
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mario Cesariny
14 May 2016
My everyday show
The other day I realised that my end-of-the-day-walks dominate 90% of my phone's gallery and it's no surprise. Just take a look below... :)
Technology aside, this is indeed all I crave for at the end of the day. I feel so blessed to live and to be born here... This place is everything. I usually don't even like to bring my iPhone with me when I go for my walks, but when I do, it's certain that I won't arrive home empty-handed.
One day, I read that someone's wish 'for life' was to never miss a sunrise, so she'd wake up everyday before it; well, for me, it's the same but with sunset and dusk. And oh boy, everyday it's a show! And when I think 'no other can beat this one!', that's when the next is just better!
Believe me or not, but I've came to a point where, when it doesn't happen, it has a profound effect on my day.

1 May 2016
Yet another lake house
I came to know this dreamy finnish lake house through Mariannan, whose blog I follow, when she shared a girl's trip to one of her friends summer house - somewhere in 2014.
This house was love at first sight (and still is!) and maybe because Spring has finally sprung, my thoughts gravitate all around moments like these perfectly captured in the photos below. :)
26 April 2016
21 March 2016
17 March 2016
Mais do mesmo, só se for disto...
Há muitos anos que sou fiel às minhas caminhadas. São a minha terapia e estes continuam a ser os caminhos mais trilhados. São a minha fonte de paz principal e agora que tenho passado algum tempo num lugar igualmente bonito/isolado/tranquilo, percebo que é uma paz que não encontro em mais lado nenhum, nem de beleza equiparável nem de beleza maior, e a explicação é relativamente simples: por este ser tão somente a minha 'casa'. A noite não me assusta aqui, o silêncio nocturno não me assusta, os vultos que vejo ao longe em caminhos não iluminados não me assustam... Conheço-lhe os sons e as luzes e as pessoas.
Tão importante que chego a pensar que só me poderei mudar, um dia que vá viver para outro sítio, para um que seja igualmente 'caminhável'. Tenho vindo a pensar nisso bem a sério e acredito que seja facilmente um factor tão importante como tudo aquilo que me fizer Ir.
"All truly great thoughts are conceived by walking."
Friedrich Nietzsche
Mais deste meu lugar aqui, aqui e aqui.
7 March 2016
Auto-reconhecimento
E a Luísa? Quem é a Luísa?...
Isto do quem somos depende tanto da fase da vida em que estamos …
(...)
Sempre vivi mais no futuro do que no presente. Traço uma meta e luto por
ela. A vida ensinou-me que se quero atingir um objetivo o tenho que
fazer por mim. Tornou-me mais dura, é verdade, mas sei que se não fosse
assim não tinha conseguido chegar aqui.
Sou principalmente criativa, muito mais emocional do que racional. Sou
muito atenta aos pormenores. Tenho mau feitio, dizem… eu acho que sou
exigente. Comigo e com os outros. Tenho um redemoinho sempre dentro da
cabeça, as ideais brotam como pipocas a estalar, o que faz com que se
queixem de que mudo de ideias muitas vezes. Eu não mudo de ideias assim
tão depressa, as coisas é que demoram muito tempo a acontecer!
Claro que hoje sou um concentrado de tudo o que a vida me deu e do que eu dei à vida.
(...)
Entretanto correu a vida, fui tirando daqui e dali, melhorei numas
coisas, piorei noutras. Cheguei a conclusões que me fizeram mudar rumos e
modos de estar.
Olhando assim de cima, o que me resume é que fiz sempre questão de ser parte ativa da minha vida.
Uma coisa que é certa é que a vida me deu muito mais do que eu lhe dei a
ela. Nunca peço nada porque acho que a vida só não dá se não puder.
excerto da entrevista da Margarida (Deixa Entrar o Sol) a Luisa Almeida (Quinta do Arneiro)




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