23 August 2015

Something personal

Well, look, I have this thing to say:
These waters, this sky, this green and these paths are my one and real love in this life. There's nothing I miss in a constant basis like I miss this place. People come and go and this place has been in my heart forever. My love, my true love. It never disappoints and I treat it with the same equal deep respect and gratitude, opening my arms and saying 'Eu Amo-te' looking all around.

I've been finding myself immersed in ridiculous professional tasks where I don't find any pleasure, I've developed zero tolerance for academic arrongance and not considering anything great of achievement when I look around and see what people are cheering for (innovation, technology, research, ...) Right, meaningless for my happiness and, as selfish as it sounds, that's all that matters to me. I do appreciate a good work when I see it, but most of the times I'm just 'pfff...so what?'. Universities and degrees don't mean a thing for me anymore unless it's really good and from where good things can really come up (my admiration tends mostly for the Nordics education system), and yes, trust me, I tried a few study plans from different institutions, being Politecnico di Milano distinctly the best so far (recently rated as 14th in the Top 100 Architecture Universities in the World, btw).
I'm lucky to have a job in which I do something quite reasonable and interesting, but you know, the time came when I started questioning everything and deeply how I'm spending my days and it all go down to very low quality.
So maybe a change has to come sooner or later.

Meanwhile, I'll find my moments of peace and love here as well as dreaming of a quiet life out of a ridiculously competitive society who has it all wrong and gives us terrible advice.








If a poem hasn't ripped apart your soul; you haven't experienced poetry. 

Edgar Allan Poe

9 August 2015

09/08

Recortes de um domingo de regresso ao meu restaurante favorito, o Montanha, na Serra do Caramulo. Não vou lá muitas vezes, mas é o meu preferido. Sinto-o como um sítio de Inverno, se calhar porque foi assim que o conheci, mas continua a ser o meu preferido. Traz memórias passadas felizes, conheci-o com a família toda há uns Invernos atrás e faz lembrar isso, e outros amores. Gosto de tudo, da madeira, da pedra, das entradas, da lareira aberta que aquece os corações todos, os individuais de cobre, da óbvia paisagem...
Depois, um resto de domingo bem bom. Este veio com a distância necessária para que estas "coisas" aconteçam comigo. Feliz ou infelizmente. Agora é tempo de sossegar, aproveitar, relaxar... Pôr tudo em perspectiva outra vez e ver aquele verde ainda mais verde, mais calmo, mais bonito ainda. O bom gosto inquestionável da minha mãe.













4 July 2015

Offline

I guess the time has come when I don't feel like putting anything down here. I'd like to say that it's mainly because I don't have thoughts lately, but that would be awkward even for me. I had, they are just not from and for my inner creative self. In the history (!) of this blog, and therefore, my life, there was never a period I felt so uninspired. Before yesterday, the last time I took my camera out was in April! Trust me, that's not a good sign... Life has been passing by though, can't complain, but I've been finding joy on very simple things I cannot express here.
End-of-the-day-walks are still a major/basic command in my life and precisely yesterday (July, the 3rd) I watched what can possibly be my favourite sunset of all times! The most spectacular show.
Here are left some pics I took with my mobile for the last 3 months or so, low quality, always during the same routine, the most important portrait of my days. The only place you can be sure you'll find me.










12 June 2015

11 June 2015

Do Amor

O amor dos outros parece sempre um mistério. Olha-se para as pessoas esquecidas aos beijos em esquinas ou perdidas uma na outra num transporte público e não se entende nem o segredo que descobriram, nem o segredo que perdemos. Depois de se ter tido o amor é ainda mais estranho havê-lo perdido. Olha-se para esses casais  a saber que já se viveu aquilo que agora não se entende, aquilo que agora parece impossível.
Tudo o que envolve o amor a dois parece uma memória longínqua, uma fábula, um sonho e uma tolice. Parece irreal que se dê o encontro, que se chegue até outro ou que outro chegue até nós, à fortificação do centro de nós. Há até quem brade aos céus que isso do amor não é preciso para nada, que ser sozinho é que é o caminho. Costumam ser esses os primeiros a cair. Um dia volta tudo como um arrepio da cabeça aos pés, mas novo. Volta o amor. Ao início dá medo, principalmente quando se conquistou o castelo da auto-suficiência. Medo de dar, de não saber receber, de perder, de não merecer, passa-se pelas casas todas e o amor ri à passagem por elas, porque não há nada maior que o amor, nada que lhe possa fazer frente.
Até que se percebe que a única hipótese é abandonar-nos ao amor, despir os vícios e as estratégias, deitar fora as armas que ganhámos a viver para aceitá-lo, recebê-lo como a dádiva que é a sua existência e agradecer o milagre do encontro com o outro, com o deus no outro, com o eu no outro.
A vida, que é sempre curta para os livros por ler, os filmes por ver, os países por visitar, fica enorme à face do amor, fica cheia da própria substância da vida, ou com essa substância incendiada, e todas as cores acesas gritam amor nas coisas todas.
A biografia futura será composta pelos livros escritos e pelos filmes feitos, e a linha curta que escrever nela o amor não lhe fará justiça. O amor é que foi a coisa maior de todas, a única coisa, o éter da existência. Amor, ámen.

Sónia Balacó in EDIT

30 May 2015

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!

Florbela Espanca

15 May 2015

Antes da criação do Universo Deus não fez nada, não consta. Um dia não se sabe bem porquê, decidiu criar o Universo. Também não se sabe porquê nem para quê. Fez, segundo a Bíblia, o Universo em seis dias, seis dias só, seis dias. Descansou ao sétimo e até hoje. Nunca mais se fez nada. Isto tem algum sentido?! 

José Saramago e a Origem do Universo

8 May 2015

Home...through my friend's eye/lense











Photos by my friend Leslie

2 May 2015

Never.

Well, let it pass, he thought; April is over, April is over. There are all kinds of love in the world, but never the same love twice.

F. Scott Fitzgerald
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